Introdução
A necessidade de alguns animais do aquário por certo tipo de dieta fez com que alguns aquaristas procurassem uma forma eficaz de prover com menor esforço os tipos de alimento necessários. Até essa época, alimentar peixes como o Mandarim (Sinchyropus splendidus), por exemplo, era algo entre difícil e muito difícil, chegando mesmo a ser considerado impossível. com o advento da utilização de rocha viva, percebeu-se que era possível manter por mais tempo animais até então considerados "impossíveis", mas infelizmente, de uma hora para outra, o alimento escasseava e o animal perecia de fome. Tornou-se necessário prover o aquário de uma fonte constante de alimento, e aí surgiu a idéia do "refúgio", local em que os organismos necessários à dieta de diversos tipos de habitantes do aquário pudessem reproduzir antes de completamente eliminados. O conceito de refúgio para aquários consiste, portanto, de um tanque ou recipiente conectado ao aquário, de maneira que vida micro e macroscópica se desenvolvam e não estejam imediatamente disponíveis fisicamente para os animais do aquário. Apenas uma parte desses organismos ficaria disponíveis, à medida em que fosse passados para o aquário principal via uma bomba de recalque ou outro artefato qualquer, que servisse para manter a água do refúgio em contato com a do tanque principal. A maneira de construir o refúgio, suas dimensões, taxa de recalque para o aquário e sua localização em relação ao tanque principal afetam o resultado final, tornando-o mais ou menos eficiente.
Nota: Artigo de Ricardo Miozzo publicado com autorização
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