IPAq
Resultados 1 a 4 de 4
  1. #1

    Espécie de Baiacu

    Prezados alguém sabe qual é o nome dessa espécie de Baiacu ...


    Tenho um vídeo dele no meu aquário ... teria como disponibilizar para os amigos aqui no site ?

    Foto do Baiacu.

    Foto 1
    Rodrigo Souza - rodrigorsouza@gmail.com
    Pernambuco
    Meu Reef http://www.ipaq.org.br/modules.php?n...wtopic&t=24041
    *** PREÇOS COM FOTOS JÁ ***

  2. #2
    a foto não está muito nitida, mas se for do Brasil e o Sphoeroides spengleri



    esse é venenoso mesmo, tem uma bela quantia de tetrodotoxina e pode matar.

    editando, esqueci de mencionar que esse baiacu quando molestado ou agredido lança um jacto pela boca de uma toxina dentro da boca do agressor provocando uma parada cardíaca nele.
    cuidado com os outros peixes.
    Matias
    Ilhabela
    matias@brasilreef.com

  3. #3
    Caraca !
    Que bicho brabo !
    []´s,
    Constantino Oliveira Filho

  4. #4
    Constantino ele ainda vai ajudar o Brasil a economizar uma grana rss

    ****A substância paralisante do baiacu é a mesma utilizada pelos farmacólogos e bioquímicos como instrumento de pesquisa. Serve como marcador, ou seja, é uma molécula, uma neurotoxina, que marca naturalmente a membrana da célula facilitando o estudo.
    Para usar essa substância, é preciso comprá-la a um preço muito alto. Se temos esse peixe no Brasil, que produz a mesma substância, numa quantidade razoável, por que não produzi-la e comercializá-la por aqui?***

    O texto é longo mas vale a pena ler, pelo menos eu gosto rss

    Não são só as plantas que produzem toxinas e medicamentos. Os animais marinhos também constituem rica fonte de substâncias naturais de grande interesse biomédico. A maioria da população mundial não tem conhecimento do poder das toxinas presentes em algas, microorganismos, mariscos e peixes, e do risco que representam para a saúde pública.
    Essas substâncias vêm despertando grande interesse de pesquisadores das áreas de química de produtos naturais, ecologia e farmacologia, que estão continuamente descobrindo novas drogas de potencial terapêutico e também como defensivos agrícolas.
    Foi pensando em incentivar e melhorar o desempenho dessa linha de pesquisa que a Fapesp criou o Centro de Toxinologia Aplicada (CTA), que é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão - Cepid, coordenado por Antonio Carlos Camargo, diretor do Instituto Butantan. O Centro de Biologia Marinha (Cebimar) e o Instituto de Biociências, ambos da USP, em conjunto com outras instituições, integram o CTA, que tem como objetivo estudar toxinas animais e de microorganismos que possibilitem o desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos de interesse social como soros específicos e outros medicamentos.
    Um dos focos das pesquisas está no estudo de substâncias que afetam o sistema cardiovascular. O veneno de serpentes é um coquetel de toxinas que, entre outras conseqüências, desorganiza esse sistema.


    Fontes de medicamento

    O Cebimar, localizado na cidade de São Sebastião, litoral paulista, vem desde 1962 desenvolvendo pesquisas nesse setor. Nessa época, o professor Erasmo Mendes anunciou a existência de uma substância com ação colinérgica (que libera acetilcolina) nas pedicelárias (órgão provido de glândulas que liberam peçonha) do ouriço-do-mar.
    Embora a Organização Mundial da Saúde tenha revelado que nos países em desenvolvimento 85% das receitas médicas contenham princípios ativos extraídos de plantas e que no mundo todo aproximadamente 4 bilhões de pessoas usam plantas como fonte de medicamentos, as substâncias provenientes de animais marinhos ainda são muito pouco estudadas, apesar de existirem registros antigos.
    Segundo José Carlos de Freitas, diretor do Cebimar, os estudos do centro em conjunto com o Instituto de Biociências têm mostrado interessantes descobertas. Através do Programa de Políticas Públicas da Fapesp, vamos fazer o monitoramento do pescado ao longo do litoral paulista, acompanhando os níveis de toxinas. No Uruguai, Argentina e Chile, o controle sanitário do pescado já é feito há anos. Com o monitoramento observamos que os níveis de toxinas existentes nesses organismos é baixo. E esclarece: Toxinas são substâncias naturais usadas pelos animais para se defender; não têm nada a ver com poluentes existentes na água do mar.
    A espécie de baiacu Lagocephalus laevigatus, baiacu-arara ou pachaco, pode ser consumida sem riscos de envenenamento. Embora seus músculos e órgãos viscerais possuam toxina, ela é rapidamente excretável pela urina. Por outro lado, o pequeno baiacu pintado (Sphoeroides spenglen), freqüentemente encontrado em bancos de algas pardas das praias rochosas, exibe toxicidade sempre acima dos níveis mínimos adotados internacionalmente para o consumo humano, sendo considerado um animal venenoso. Freitas alerta para a importância de se manter o monitoramento toxinológico dos entrepostos de pesca a fim de proteger a população de riscos de envenenamento.


    Peixes, moluscos e algas

    Embora não possa ser consumido, o baiacu pintado tem despertado outro tipo de interesse para o Cebimar. Segundo o pesquisador, o peixe, para se defender, joga uma toxina na boca do predador, que automaticamente solta a presa e ainda sofre parada cardíaca. A substância paralisante do baiacu é a mesma utilizada pelos farmacólogos e bioquímicos como instrumento de pesquisa. Serve como marcador, ou seja, é uma molécula, uma neurotoxina, que marca naturalmente a membrana da célula facilitando o estudo.
    Para usar essa substância, é preciso comprá-la a um preço muito alto. Se temos esse peixe no Brasil, que produz a mesma substância, numa quantidade razoável, por que não produzi-la e comercializá-la por aqui?, questiona Freitas.
    Outro animal estudado é um molusco da espécie Conus regius, encontrado em grande quantidade na ilha de Fernando de Noronha. A toxina desse molusco é a mais promissora para a dor crônica de aidéticos e cancerosos, com a vantagem de não causar dependência química.
    Dentro do programa da Fapesp Projetos Temáticos, a equipe de pesquisadores do professor vem estudando esponjas e tunicados marinhos. Esses animais contêm substâncias fitotóxicas, que alteram o funcionamento da célula. Sabe-se que as citotoxinas das esponjas podem matar células cancerosas. Queremos transformar uma citotoxina numa substância antitumoral para inibir o crescimento de tumores, conta Freitas.
    Já o tunicado colonial (espécie de animal marinho que vive preso às rochas, formando manchas de cor rosa ou amarela) possui substâncias com eficiente defesa química para defender-se dos predadores. Em colaboração com o pesquisador Gomes de Souza Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos - USP, foi feito um pedido de patente entre Brasil e Canadá de uma substância isolada desse animal. Descobrimos que ela tem grande potencial anticancerígeno e antitumoral, observa Freitas.
    Outro exemplo são os extratos orgânicos da alga rodofícea e da planta de duna Ipomoea imperatii, do litoral paulista, que apresentou atividades antiinflamatórias tópicas e de inibição da enzima fosfolipase.
    O diretor do Cebimar ressalta que o centro com essa nova infra-estrutura oferecida através do Centro de Toxinologia Aplicada poderá ir muito além de prestar serviços na área de saúde pública e de pesquisas, auxiliando também na produção de medicamentos. O Cebimar é um centro interdisciplinar aberto a pesquisadores de várias unidades da USP.
    _________________
    Matias
    Ilhabela

    TOXICIDADE DE PEIXES TETRAODONTIDEOS (TELEOSTEI) DO LITORAL NORTE PAULISTA: DADOS PRELIMINARES.
    OLIVEIRA, J. S. & FREITAS, J. C.
    Deptº Fisiologia - IBUSP e Centro de Biologia Marinha - USP.
    Baiacus são peixes que inflam o abdome mediante a ingestão de ar ou água e, na maioria das vezes, são considerados venenosos, principalmente os pertencentes à família TETRAODONTIDAE. A toxicidade é devida à tetrodotoxina (TTX) e mais raramente à saxitoxina (STX), neurotoxinas guanidínicas bloqueadoras de canais de Na+ dependentes de voltagem de nervos e músculos. No Litoral Norte de São Paulo baiacús são utilizados na alimentação sendo a toxicidade destes parcialmente conhecida. Diferentes órgãos e tecidos de 2 exemplares de Lagocephalus laevigatus (espécie comestível), 5 de Sphoeroides spengleri foram testados quanto à toxicidade. A variação da concentração de TTX na pele de um exemplar desta última, mantido em aquário por 41dias, provenientes dessa região também foi analisada. Desse último, coletou-se a secreção na água aderente à pele após inflamento. Secreção e extratos foram mantidos a pH 4,0 a 5,5 e, testados em camundongos por via i.p. onde a concentração de TTX é expressa em unidades camundongo (1MU equiv. 0,2μg de TTX). De L. laevigatus dissecou-se músculos, fígado, vísceras e pele, sendo a toxicidade abaixo de 1MU/g. De S. spengleri, além destes, utilizou-se nadadeiras, gônadas e cabeça, sendo a toxicidade, respectivamente, 83,86; 67,36; 244,98; 49,45; 329,79; 185,67; 210,85 MU/g. Do animal do aquário, nas coletas 1 a 5 da secreção da pele, obteve-se a média de 134,34 MU; de 6 a 10 = 23,73 MU e de 11 a 26 = 14,50 MU. Secreção e extratos, em nervo de crustáceo, bloquearam potenciais de ação,que são recuperados após lavagem, indicando a presença dessas neurotoxinas. Os níveis de TTX no exemplar de S. spengleri do aquário reduziram significativamente ao longo das extrações, indicando relação entre freqüencia de inflamento e quantidade de toxina liberada; nadadeiras, vísceras e cabeças foram os tecidos mais tóxicos dessa espécie enquanto que L. laevigatus mostrou-se adequado ao consumo.
    Matias
    Ilhabela
    matias@brasilreef.com

 

 

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